DOCUMENTOS DE FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO
Obra : O INTEGRALISMO LUSITANO
Autor : Leão Ramos Ascenção
Ler: http://www.causanacional.net/INTEGRALISMO.pdf
" Implantada a República, a reacção, porém, não se fez esperar. Reacção predominantemente sentimental. O que lhe deu forças, inicialmente, foi a feição odientamente maçónica e perseguidora das crenças religiosas do país, que a República desde logo revestiu. Foi a lei do divórcio, foram as chamadas leis da família, foi a expulsão dos membros das congregações religiosas, foi a laicização, foi o rompimento com a Santa Sé, foi, por último, a lei da separação da Igreja e do Estado, precedida, acompanhada e seguida de enxovalhos, agressões, hostilidades de toda a ordem ao clero e aos crentes. O assassínio miserável de dois padres durante a revolução deu logo a esta o seu verdadeiro carácter. O 5 de Outubro fazia-se mais contra a Igreja do que contra a Monarquia. Obra da maçonaria e, principalmente, da carbonária, a República não podia deixar de ser assim. Tivesse presidido ao advento do regime um espírito de pacificação religiosa e de respeito pela Igreja — e é de crer que ele conseguiria bem depressa a solidez e a firmeza que lhe faltaram. A instabilidade do regime, para mim, foi devida, inicialmente, à reacção provocada contra ele pelo sentimento religioso da Nação, justamente revoltado contra os energúmenos que o afrontavam. "
«Nós somos monárquicos pela monarquia e não monárquicos por dedicação pessoal ao Rei. «Afirmado este elementar princípio da superioridade da Instituição sobre aquele que é o seu órgão mais alto, facilmente se compreende que, neste momento, a questão da legitimidade não tenha para nós importância. «No ponto de vista positivo em que nos colocamos, o nosso rei é aquele que melhor servir a utilidade colectiva, aquele que os interesses da Grei reclamarem para os tutelar. «É a legitimidade da conveniência política a sobrepor-se aos 41 direitos do sangue, embora reconheçamos que o embarque em Sines não tenha sido a solução que a justiça e o direito público deveriam ter dado ao conflito dos dois filhos de Dom João VI.»
Comentando o trecho transcrito, A Nação tinha estas palavras proféticas: «Quanto às predilecções pessoais de Mariotte e de Hipólito Raposo, seja-nos lícito ainda acrescentar que não desesperamos que um dia reconheçam que as personalidades valem sobretudo pelos programas, isto é, pelas ideias que representam e também pelas condições de liberdade e de independência que lhes proporcione o meio em que se movem, para darem execução a esses programas.»